Mensagem de D. Ângelo Pignoli

Queridos irmãos e irmãs.

Aprendamos a não viver rotineiramente a nossa caminhada aqui na terra mas atribuindo a cada momento e acontecimento o significado de salvação que Deus imprime como um dom em nosso benefício.

Se cada dia entoarmos louvores pela vida que Deus nos permite empreender, maior ainda é a grande graça de poder iniciar este novo tempo litúrgico que nos encaminha para a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo e a nossa Páscoa.

Sim, Deus viu a grande aflição do seu povo escravo no Egito e veio salva-lo. Deus não se compraz com os sofrimentos e escravidões. Ele é vida e por isso, unicamente promete vida verdadeira que, no dizer do Êxodo, é a Terra prometida, terra onde corre leite e mel.

O amor misericordioso de Deus chama, forma, protege e conduz o seu povo a uma experiência única e insubstituível. Não basta saber que Deus existe, mas é preciso ter certeza do seu poder, experimentar sua fidelidade, sobretudo quando diante dos desafios e dificuldades da vida ordinária, o povo se cansa e quer desistir.

Deus sabe muito bem, que o povo sozinho não encontrará saída, não se porá a caminho, não enfrentará as dificuldades destinadas a provar a fé, e muito menos chegará à Terra da liberdade. Ele precisa de um mediador; um servidor tirado do meio dele que estabeleça a ponte entre o povo e Deus.

Sim, queridos irmãos e irmãs, outrora Deus providenciou o mediador Moisés que apenas era figura do único e verdadeiro mediador e servidor, Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, e Filho do Homem em tudo igual a nós menos no pecado, que vem nos conduzir em segurança a verdadeira liberdade e páscoa da vida eterna.

Eis porque é de suma importância única este tempo quaresmal que estamos iniciando. Nós somos o que somos; nem melhores nem piores que nossos pais no Egito. Sentimos o peso dos nossos sofrimentos, rebeldias e pecados. É verdade que a vida parece se tornar impossível de ser vivida. Sozinhos nada conseguiremos.

Porém Deus já mandou o seu Filho que veio morar entre nós para nunca mais se afastar de nós. Ele combateu por nós e venceu o mal. Ele se proclamou Caminho, Verdade e Vida, e em sua vida pública demonstrou o poder sobre tudo o que escraviza o homem e com a doação total de sua vida, na obediência total ao Pai destruiu definitivamente o poder da morte. Nenhum homem, técnica ou engenho humano fez e poderá fazer o mesmo. Ele Ressuscitou dos mortos, é o Senhor da Vida, para que nele todo homem recupere plenamente a sua dignidade de Filho de Deus, viva a verdadeira liberdade do Amor a Deus e ao próximo e profunda harmonia e respeito com toda a criação.

Por isso quero convidar a todos os irmãos e irmãs, de modo particular da Diocese de Quixadá, a vivermos profundamente este Tempo Santo de combate contra o mal para vivermos mais plenamente o sacramento que nos fez participantes do sepultamento de Cristo pelo Batismo e também participar da vida nova de sua santidade, pelo poder da Ressurreição.

É oportuno lembrar que em cada Eucaristia que celebramos revivemos este grande mistério de Fé. Revivemos a Páscoa de Cristo e a nossa Páscoa. De páscoa em páscoa caminhamos até a Páscoa definitiva onde o pleno amor de Deus nos envolverá completamente. Esta é a nossa meta.

Fiz referencia à caminhada do povo de Israel no deserto porque neste ano a Diocese de Quixadá também celebra seus 40 anos de existência. O número 40 na Sagrada Escritura aparece muitas vezes. É um tempo longo da manifestação de Deus. Pode ter um significado especial para nós (40 anos do Povo de Deus no deserto, 40 dias e 40 noites Jesus jejuou e lutou contra Satanás, 40 dias Moisés no monte sinais ao receber a Lei, 40 dias Jesus após a Ressurreição apareceu a seus discípulos…).

Queridos irmãos, aproveitemos a celebração dos 40 anos da nossa Igreja particular para uma nova e radical adesão a Cristo nosso Salvador que nos é anunciado e testemunhado pela sua Santa Igreja que se despeita para um renovado ardor missionário. Entre conosco nesta caminhada porque lhe garanto que DEUS NÃO DECEPCIONA.

Bispo Diocesano de Quixadá – Ceará

Angelo Pignoli

Fonte: www.diocesequixada.org/web/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *